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É minha hora de ser mãe

segunda-feira, julho 28, 2014

Eu sou o que sou, não o que os outros querem que eu seja. Já fiz isso e nada ganhei.
Sou caseira, adoro ler, escrever, pedalar, patinar, ir ao cinema, passear no shopping, nadar, passear com os cachorros, jogar UNO, QUEST, Banco Imobiliário e mais um montão de coisas que meus filhos fazem e eu curto de montão.

Houve uma época em que as crianças eram pequenas e ficar na casa da minha mãe era uma festa. Hoje eles não querem mais. Nos finais de semana querem ir ao cinema ou trazer amigos para dormir aqui em casa. Às vezes tem festa e eu preciso levar e buscar. Não é fácil encontrar um namorado assim.

Nesta época, em que eles eram pequenos, eu quis me divertir e ser mãe ao mesmo tempo. E isso é impossível! Sempre estive ao lado dos meus filhos para fazer as tarefas de casa, dar o remédio quando tiveram febre, fiquei junto no hospital quando precisaram operar, participei das festas da escola, os levei em todas as festas de aniversários dos coleguinhas, etc... Fiz tudo (ainda faço) o que uma mãe faz para os filhos... Perdi muitas festas e churrascos pois algumas pessoas avisavam: "Não terá crianças." - Tudo bem. Então pra você que me convida pro xurras, pizzada e diz: "Não vai ter criança tá?" - Ok. Respeito seu ponto de vista e quero que você entenda o meu: "Eu escolhi ter filhos. Eu quis ser mãe e Deus me presenteou com dois filhos maravilhosos. Portanto, onde meus filhos não são bem vindos, eu também não sou."
   
Confesso que isso me magoou por muitas vezes. Eu escolhi ser mãe e além de tudo, sei os lugares em que posso levar meus filhos ou não. Portanto, se meus filhos não são bem vindos, eu também não sou. Escolhi perder as festas e ficar com eles. Hoje as pessoas falam que eu preciso seguir minha vida, que vou ficar sozinha, que meus filhos irão embora... 

Bom, eu sigo minha vida. Eu corro, ando de bicicleta, dou aulas, vou ao cinema... Faço tudo o que eu gosto. Se eu vou ficar sozinha? Eu nasci sozinha e vou morrer sozinha. As companhias que arranjamos aqui são passageiras. Pessoas passam por nossas vidas. Umas vão, outras ficam... Claro que meus filhos irão embora... E sei que eles irão embora, mas não tenho medo. Ficarei ao lado deles o máximo que puder. 


Algumas amigas e a maioria das pessoas me criticam por isso. Essas amigas conseguem deixar os filhos com a vó e ir à baladas, viajar com o namorado, sair com as amigas e etc...

Eu não consigo fazer isso. Se for algum compromisso muito importante, como um casamento ou uma formatura, que eles não possam ir, aí sim. Deixo eles com alguém e vou. Mas do contrário, fico sempre com eles.


Minha filha de 13 anos está muito sozinha. Todas as amigas já beijaram na boca e já começaram a sair. Essas amigas são todas piriguetinhas e às vezes não acredito no absurdo das coisas que acontecem e que fico sabendo através dos meus filhos e amiguinhos deles quando me contam.

Eu nunca bebi na minha vida. Sempre fui de poucos amigos. Nunca fui de sair em galera e badalar... Sempre fui na minha. Se eu já era esquisita naquela época, imagine agora.

Minha vida se resume em levar e buscar as crianças na escola, no balé, no coral, no inglês, no tênis de mesa, na casa de amigos e etc... Ajudo no dever de casa, nos trabalhos, levo ao médico. Sou amiga, psicóloga, conselheira, etc... Eu sou aquela mãezona... Se tem algum trabalho pra fazer, todo mundo quer que seja aqui em casa. Se combinam para dormir na casa de alguém nas férias, a minha casa sempre é a escolhida.

Haverão dias em que ficarei sozinha? Sim, e daí? Solidão é pra quem não suporta a própria companhia.  Eu adoro minha companhia. 

Eu não bebo, não fumo, adoro ler, adoro animais, bordar, costurar, pintar, dançar, cantar no videokê, cuidar do meu jardim... Eu coleciono orquídeas!  E quando eu ficar velhinha, vou fazer crochê, palavras cruzadas, viajar de excursão, jogar bingo, dançar no baile da melhor idade, compartilhar das dores na coluna, discutir as tendências de implantar dentes ou usar dentadura, bordar, fazer tricô, macramê, cultivar uma horta, contar histórias para os meus netos, viajar para Caldas Novas todo ano para aquecer os ossos. Vou aprender jogar baralho.

Tenho saudades de algumas pessoas... Sumi sim, me afastei... Sumi porque precisei acompanhar o ciclo da vida. Precisei ser exemplo de pessoa e valores para os meus filhos. Precisei buscar minha realização profissional. Mudei alguns conceitos... Não trato com prioridade quem me tratava como opção. Chega uma fase da vida da gente em que percebemos o que realmente vale à pena. Eu cheguei nesta fase...


E fico muito feliz por saber que há pessoas que pensam como eu. Essa história de não poder levar as crianças me chateia muito. Se é algo muito fora do normal que eu não possa levar, ou eles não vão curtir, tudo bem.
Mas do contrário, eu levo sim. E se não puder, não vou. Aos que acham que estou perdendo meu tempo, já que filhos crescem e vão embora, eu discordo.
Eu acho que estou ganhando, pois eu estou criando cidadãos para o futuro. Ensinando valores, que há muito tempo se perderam.
Eu ensino a respeitar as diferenças, os idosos, os animais, a natureza, a pedir por favor, a jogar o lixo no lixo certo e retirar sua bandeja da mesa depois de comer no shopping.
Ensino também que por mais amigos que tenhamos, irmãos são pra vida toda. O que vou fazer quando cada um tiver sua vida? Acredito que farei parte da vida deles. Se o destino assim me permitir. Mas o futuro a Deus pertence. Talvez eu faça tudo que descrevi acima e ainda um trabalho voluntário ou quem sabe até Ioga?
Mas feliz com a sensação de dever cumprido e certa de que fiz o melhor para desempenhar meu papel de mãe.


Confesso que a solidão às vezes bate à minha porta. Quero muito encontrar alguém legal que goste de mim pelo que eu sou. Alguém que acredite no amor e que ainda tenha valores. Hoje as mulheres não se dão mais valor. Estão cada vez mais atiradas, assanhadas e PELADAS. Sim, cada vez elas usam menos roupas. Assim a concorrência fica difícil. Quem vai querer se relacionar com alguém (no caso eu), que não sai de casa, não bebe, não fuma, detesta baladas, acorda cedo aos domingos para correr e tem dois filhos com muitos coleguinhas quando há muitas outras por aí hiper disponíveis????

Pois é, infelizmente para alguns e talvez felizmente para outros: EU PENSO e me orgulho disso!

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