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Eu mereço me exercitar em paz

domingo, agosto 17, 2014


Vamos ao segundo post do dia. Rsrsrsrsrs

#EuMereçoMeExercitarEmPaz

Hoje eu saio para patinar em companhia do meu filho que foi de skate.
Domingo de manhã, por volta das 9h00, ruas tranquilas e lá vamos nós.
Primeira parada após 45 minutos: Supermercado Horticenter para beber água.
Eu precisei entrar de patins porque como vou tirá-los? E além disso sou cliente lá e a Lu me conhece há anos.

Aí uma mulher que deve pensar que eu sou surda fez o infeliz comentário:
- Ela usa joelheiras e o filho anda completamente sem proteção.

Bom, eu estava apenas com um ouvido ocupado pelo fone que tocava Charlie Brown Jr. O outro eu deixo livre para escutar o que meu filho diz e claro ouvir o barulho normal do trânsito. E como a mulher falou DE mim e não PARA mim, então eu me fingi de surda.



 

Eu não costumo criar meus filhos numa redoma de vidro. Meu filho já sabe andar de skate e o faz muito bem por sinal. E acho que a melhor proteção para meu filho estava ali: Euzinha.

Eu não sou dessas mães que compram joelheira, cotoveleira, capacete e sei lá mais o que e simplesmente solta o filho no Half ou no asfalto e fica observando em cima do salto alto berrando feito uma maluca. Não, eu não sou assim. Eu patino e vou ao lado dele. E se eu não patinasse, iria correndo ou de bicicleta. Se ele cair, eu o ajudo a levantar e o levo até o carro onde carrego um kit primeiros socorros: sabonete, garrafinha com água, toalhinha, álcool gel, anti-séptico, rifamicina, bepantol, gase, tesourinha e alicate. Ele vive arrancando tampão dos dedos...

Eu uso joelheiras porque acho feio mulher ficar com marcas de machucado nas pernas e o asfalto da cidade é tão nojento que tem horas que eu dou umas cambaleadas. Se o asfalto fosse lisinho, sem rachaduras, talvez eu não usasse.

Saindo do supermercado continuamos nosso exercício. Já eram quase 10h00 e os bares da cidade começam a lotar. Então eu passei por aquele bar que fica ali na esquina, em frente a uma loja de ferragens que sobe para a rua Padre José, perto da NewNess e os homens que bebiam lá começam a gritar:

- Ô gostosa.
- Vem cá sentar com a gente.
- Tá querendo hein?

Claro que eu me fingi de surda.

Mas aqui vai meu recado:

“Caros senhores, eu teria imenso prazer em sentar na companhia de vocês e tomar um suco de laranja. Mas creio que não seria uma companhia muito agradável.

Embora eu não beba, eu poderia ficar horas com os senhores discutindo o processo de fabricação da cerveja. Eu descreveria todas as etapas como a moagem, brassagem, clarificação, fervura, resfriamento, fermentação, o opção da maturação, do Dry-Hopping, do primming, da pasteurização até o envasamento. Iria abrir um imenso debate sobre maturar ou não a cerveja? O que isto causa? Altera o paladar? Melhor comprar os grãos já maltados? Eu lhes diria que a água para cervejaria deve ser insípida e inodora. Explicaria que em qualquer processo biotecnológico industrial, o elemento principal é o reator, pois neles podemos obter as transformações desejadas, devidamente controladas.

Aos que bebem pinga ou cachaça, eu poderia discutir a fabricação dela também. Eu lhes diria que para que o produto receba a denominação de cachaça, deve obedecer os parâmetros estabelecidos pelo Decreto n° 2314, de 4 de setembro de 1997, que regulamenta a padronização e classificação de bebidas. Sendo que cachaça, caninha, cana ou aguardente de cana é toda bebida que utilize a cana-de-açúcar como matéria-prima e com graduação alcoólica entre 38% e 54% em volume a uma temperatura de 20° C. Ainda pode-se acrescentar açúcar à cachaça em até seis gramas por litro. Mas quando a adição de açúcar for superior a seis e inferior a 30 gramas por litro, a cachaça deve receber o nome de cachaça adoçada, caninha adoçada ou aguardente de cana adoçada. Acho que depois de uns quinze minutos, vocês diriam: “Que mulher chata do caramba.”

E eu estou querendo o quê? Naquele momento eu estava querendo era patinar e aproveitar minha manhã de domingo com meu filho. Para seduzir eu usaria um figurino diferente: saia, meia calça, salto alto, um bom perfume e gloss. Não sei de onde vem esse pensamento machista, ridículo, arcaico e troglodita que mulher independente e livre está sempre querendo um homem. Sabemos que sexo é bom. Mas o problema senhores é que eu tenho uma parte do corpo que a maioria dos homens não aprecia muito hoje em dia: cérebro. Gritar gostosa e falar bobagens com uns goles a mais é fácil né? Quero ver ter a coragem de me abordar em sã consciência, me convidar para jantar ou um cinema. Aí eu quero ver falar que eu estou querendo.

E se eu estiver querendo, vamos fazer um teste de aptidão antes? Vamos correr 5 km, patinar 1 hora e 45 minutos, nadar 2 mil metros para que eu verifique seu preparo cardio-respiratório? Talvez não aguentem o primeiro tempo comigo numa conversa, no teste de aptidão... Que dirá no rala e rola. Mais respeito com as mulheres que correm, patinam, caminham, se exercitam pelas ruas e que estão acompanhadas por seus filhos ou não. E muito mais respeito com suas respectivas esposas que estavam em casa cuidando das crianças e preparando o almoço enquanto os senhores se embriagavam no bar. Deveriam se envergonhar disso. Deveriam sair do bar e passar na primeira floricultura e comprar flores para suas esposas. Claro que no bar deviam ter solteiros que certamente foram apenas tomar uma, colocar o papo em dia e só. Mas homens casados que faltam com respeito às esposas, se acham os tais... Aff me dá náuseas...




E esses carrinhos estavam expostos na rua do Horticenter. Um moço os fabrica e vende. Achei uma graça e muito bem feito. Achei que vale à pena compartilhar. O telefone dele é: (19) 9 8122-5478

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