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Quarentona com atitude de dezoito

sexta-feira, agosto 15, 2014


A todas as pessoas que lêem meus posts e me enviam mensagens inbox dizendo que gostam, eu quero agradecer. Fico muito feliz em saber que gostam do que eu escrevo. Não tenho a mínima idéia de quantas pessoas visualizam minhas postagens, pois eu acho que o número de pessoas que visualizou é o mesmo número de pessoas que curtiu. Ingênua eu né? Rsrsrsrsrs






Eu apenas escrevo idéias, sonhos, coisas que imagino. Tenho esse hábito desde pequena.



E hoje acordei meio nostálgica, com saudades de um tempo que não volta mais. Saudades de pessoas que já se foram e eu não consegui abraçar pela última vez.



Se Raul Seixas fosse vivo, eu perguntaria: Maluco Beleza ou Metamorfose Ambulante?


Esse dois termos ainda geram grandes discussões entre os pensadores de hoje.
Ser maluco é uma coisa, ser louco é outra e viver na loucura é algo muito amplo a ser discutido.

Talvez eu seja maluca, às vezes louca por viver na loucura. "O mundo é um hospício" já disse Albert Einsten.

Eu não tenho momentos "loucuras". Eu nasci maluca e tento todos os dias controlar minha maluquez misturada com minha lucidez.


Acho que já encontrei meu equilíbrio. Eu tento ser normal todos os dias e não consigo. Não gosto de nada normal. Comida normal, dia normal, pessoas normais. Eu não sou normal. Sou um absurdo. Eu nasci do avesso. Sou do avesso e fico feliz por saber que o avesso é meu lado certo.

Por isso estou e sou sozinha. Estar e ser sozinha também é algo muito amplo a ser discutido.

Eu acredito em Deus. Minha alma é grande. Tenho Jesus no coração. Mas infelizmente eu vivo num mundo em que não me encaixo à sociedade. E NUNCA vou mudar meus princípios para ser aceita.

Já li algo que diz: "Quem lê constrói um castelo, quem escreve, passa a habitá-lo". Eu amo ler. Sou da época em que era preciso ler Eça de Queiroz, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Manuel Bandeira entre outros para se preparar para uma redação do vestibular. Escrever é algo que aprendi com meu falecido ex professor de português: Sr. Bráulio. Ele estimulou a sala em que eu estudava a escrever diário. Sim, escrever um diário. No início eu achei a idéia mais estúpida do mundo. Mas depois gostei. Eu escrevia sobre tudo. Desde a hora que acordava até a hora de dormir. Escrevia meus pensamentos, minhas opiniões, meus sentimentos... 

Então escrever se tornou algo que faço nas horas vagas. Escrevo o que tenho vontade, o que me passa pela cabeça e sonhos que eu tenho.
Às vezes eu quero discutir assuntos que certamente algumas pessoas ririam de mim. Então eu escrevo.

Quero entender coisas que ninguém nunca quis entender. Então eu escrevo. Eu tenho uma mania idiota de querer continuar as histórias que os livros já deram por terminadas. Acredito em coisas que ninguém acredita. Então, eu escrevo.
Eu acredito em discos voadores, extra terrestres, galáxias... Isso é algo que me fascina. Acredito em estrelas, poder cósmico, espaço sideral, astrologia, triângulo das bermudas e muito mais. Acredito em hipnose e leio sobre isso.

Eu venho de uma época em que as pessoas ficavam horas conversando sobre tudo. E eu sinto falta disso. Sinto uma necessidade imensa de conversar e estar com pessoas que eu me importo. Mas é preciso entender que nem todas essas pessoas se importam conosco da mesma forma que nos importamos com elas.

Tem dias que estamos afim de conversar, discutir idéias. Outros não. Eu sou de um jeito e as pessoas são de outro. Ninguém é obrigado a me aturar com minhas dúvidas, meus medos, minhas angústias, minhas fraquezas... Por isso escrevo. Isso é culpa minha e não das pessoas. Se eu fosse normal, tava tudo certo. Mas eu PENSO demais. E isso é uma merda. Aliás, eu amo a palavra DEMAIS. Eu leio demais, escrevo demais, falo demais, amo demais, cuido demais, me importo demais, me apaixono demais. Porque na verdade EU SOU DEMAIS. 
Eu me acho demais. Não quero ser de menos. Isso seria ser nada e eu não quero ser nada.

Eu me orgulho de fazer parte de uma geração dos melhores músicos pensadores, cujas letras são imortais. 
Me orgulho de ter ralado os joelhos, pulado corda, sair no tapa com os amigos e meia hora depois fazer as pazes. Isso era o máximo. Resolvíamos ali. Não ficávamos de mal esperando a pessoa nos chamar pelo facebook ou whatsapp. Era tudo ali no corpo a corpo, face to face.

Tenho saudades das conversas, papos e risadas regados a pão com mortadela, guaraná Mogi e mexerica que roubávamos nos sítios nos passeios de caloi cross...

Não condeno quem bebe, quem fuma, quem se droga... EU nunca fiz isso. E não me arrependo. A vida é muito curta e eu quero aproveitá-la sã. Às vezes penso: “Putz, estou com quarenta anos e nunca tomei um porre. Nunca traguei um cigarro e nunca experimentei maconha para saber a sensação. Vou morrer sem isso...” – Mas já superei essa fase. Hoje quero fazer coisas que meus pais não me deixavam na época, como: andar de patins sem ter hora para voltar, nadar quantas piscinas eu aguentar, pedalar com amigos pela estrada e trilhas, reunir amigos para conversar sem ter hora para o papo terminar, pegar o carro e viajar sem rumo, comer leite em pó misturado com água, leite condensado com Nescau, nadar no mar, nas cachoeiras e represas. E eu quero nadar no fundo, onde meus pés não toquem o chão. Hoje eu posso fazer isso.

Eu não tenho a intenção nenhuma de "foder" com o dia de alguém com esse post. Aliás, outro defeito meu. Se alguém "foder" com o meu dia, tá tudo certo. Agora eu "foder" com o dia de alguém, isso me consome, me envenena. Eu fico mal, angustiada, coração apertado e meu dia não rende. É da minha natureza ficar bem com todo mundo.

Na minha idade eu tenho atitudes de menina de dezoito anos... Não me envergonho disso. Não sou tão independente e autossuficiente como todos pensam. Tem horas que todos nós precisamos de alguém que apenas nos ouça sem nos julgar. Alguém que só escute e no final diga: “Puta merda. Que foda isso...” – Isso não existe mais. E ninguém será totalmente maduro ou terá maturidade suficiente quando o assunto envolve outra pessoa, emoções e sentimentos do coração. Coração é extremamente selvagem, indomável...Por isso está dentro de uma jaula que se chama "costelas".

Hoje as pessoas conversam pelo face, pelo whats e se a pessoa for muito chata você bloqueia, exclui e pronto. Renato Russo já disse: “Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu disse contra mim.” – Já confiei em pessoas que jamais deveria ter confiado. E eu não sei dar o troco. A pessoa puxou meu tapete? Me magoou? Me enganou? Me sacaneou? Eu fico mal, choro e me supero.  Mas um dia quero ter a oportunidade de conversar com essa pessoa, explicar meus sentimentos. Explicar como eu me senti mal com a atitude dela. Mesmo que ela não se importe. É uma necessidade imbecil minha de ficar bem até com quem me faz mal. Eu não sei ser de outra maneira.
E isso não é normal. O normal é ser vingativa. Eu não sou normal e me culpo por não ser normal. Queria ser. Mas não sou.

As pessoas não entendem isso. Existem um padrão de normalidade imposta pela nossa sociedade hipócrita no qual eu não me encaixo. Eu não sigo moda. Sou sustentável, separo meu lixo, não uso nada que seja testado em animais. Não vou beber porque todo mundo bebe. Não vou dar uns pegas por aí porque todo mundo dá e porque hoje em dia é assim. Tudo bem que seja assim, mas eu não sou. E aí? 

Eu gosto de me envolver, de me apaixonar... Mas só vou me permitir isso quando conseguir enxergar a alma da pessoa através dos olhos. Cheguei numa fase da vida que sou livre e dona do meu nariz. Posso sair tem ter hora para chegar. Tenho meu carro. Posso sair e dar uns pegas em quem eu quiser porque ninguém paga as minhas contas, ninguém tem nada a ver com a minha vida e eu não devo satisfações a ninguém. Mas não faço isso porque sou extremamente conservadora.

Algumas pessoas dizem que eu não vivo. Que eu só estudo, eu só trabalho... Eu não faço o que eu tenho vontade. Bom, se fazer o que temos vontade é viver, então estou morta. Muitas vezes eu tenho vontade de matar algumas pessoas. Mas não posso. Então se não posso satisfazer essa vontade de matar as pessoas é sinal de que não vivo?


Não podemos satisfazer todas as nossas vontades. Ainda mais quando essas vontades dependem de outras pessoas.

Eu prefiro mil vezes estar em paz do que estar certa. Às vezes o que é certo para as pessoas é errado pra mim ou vice-versa.
Eu sou uma antiquada problemática que sofre de nostalgia, que acredita em coisas absurdas, que nunca bebeu, nunca fumou, nunca experimentou maconha e nunca andou na garupa de uma motona. Eu não me permito errar, cometer deslizes. Sou antissocial e sofro de masturbação mental.

Amo os surdos e os deficientes em geral. São as pessoas mais sinceras e incríveis que conheci em toda minha vida. Eles entendem seus sentimentos, seus medos, te escutam com uma paciência de Jó e não te condenam. Simplesmente te aceitam pelo que você é.

Eu adoro encontrar com meus amigos surdos e ficar horas conversando com as mãos enquanto um monte de gente fica nos olhando curiosa. Eu me sinto o máximo nessas horas. Enquanto a maioria das pessoas acha um incômodo ter que ouvir pelos surdos e interpretar para eles, pra mim é um prazer. 

Aos que me admiram pela minha garra, a maneira como eu cuido dos meus filhos, minhas atitudes, minha coragem em ser autêntica (coisa raras nos dias de hoje) e transparente, só quero agradecer por todos os inbox que recebo com esses elogios. Ontem por conta do meu post em que eu queria ser a Gamora e beijada por Peter Quill, uma analogia que fiz ao filme “Os Guardiões da Galáxia", recebi 27 inbox. Me sinto realmente envaidecida por me verem assim.

Eu não sei ser de outra maneira. Eu sou quarentona com atitudes de dezoito sim. Sou extremamente insegura aos assuntos que mexem com o coração. Não, eu não sei como lidar com uma amizade colorida. Se existisse um manual que explicasse, eu compraria. Às vezes preciso que as pessoas me expliquem coisas que eu sinceramente acho que não tem como explicar.

Eu gosto de andar de bicicleta, de patins, gosto de sonhar que vou me casar com o mocinho de filme. Ainda imagino que vou encontrar a pegada da minha vida. Alguém que me entenda como mulher, tenha paciência e queira conversar comigo sobre livros, discos voadores e sei lá o que... Alguém que me faça sentir extremamente especial, alguém que me dê chocolate, me mande flores, coloque meu cabelo atrás da minha orelha e diga que sou linda. Alguém que queira andar de bicicleta comigo, ir ao cinema e passear no shopping de mãos dadas. Alguém que me beije a testa quando eu estiver triste. Que durma comigo quando minhas crianças viajarem e eu tiver medo de ficar sozinha. Não quero alguém que me prometa as estrelas do céu. Quero alguém para se deitar na grama ao meu lado e brincar de contá-las. Eu amo fazer isso. Alguém que me leve para comer um cachorro quente à beira do rio e queira brincar de jogar pedrinhas na água. Alguém que me proporcione momentos raros, que faça minha alma levitar às vezes nessa minha vida tão certinha. Alguém que entenda minha rotina louca e que me desperte vontade de fazer algo errado. Alguém que compreenda que não terei muito tempo livre a sós. Mas que quando tiver, esse alguém saiba aproveitar as poucas horas que tenho, me dê a mão e pule do precipício comigo. Pois eu vou querer voar!!!! E acho que quando isso acontecer, idade, peso, altura, distância e dígitos da conta bancária serão apenas números.

E não acho que estou perdendo meu tempo ou deixando de aproveitar minha vida porque não bebo, não vou à baladas, não fumo ou não dou uns pegas... Eu estou sendo mãe. 

Estou criando cidadãos para o futuro. E ensino aos meus filhos a respeitar os animais, a natureza, os idosos, a jogar o lixo no lixo certo, a respeitar as pessoas e suas respectivas opiniões e sentimentos. Ensino a respeitar os deficientes. Ensino a pedir por favor, retirar a bandeja depois de comer no shopping, incentivo a leitura, troco um churrasco por uma patinada com a galerinha do skate do meu filho. Troco uma balada para ver o filme novo da Barbie com minha filha. Eu só acredito que ainda existem pessoas boas. Acredito no amor e que nem todos os valores se perderam. 

E aí Raul? Eu sou Maluca Beleza ou Metamorfose Ambulante?

Se Raul estivesse vivo, com certeza ele diria: “Cara Ângela, o nome dessa porra hoje é TDHA*. Bora pegar o violão que isto vai dar uma música das boas. E tu canta, porque sei que tu gosta de cantar.

* TDHA - Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. - See more at: http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html#sthash.WGUSl2Ee.dpuf



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2 comentários

  1. Bravo! Adorei seu blog e amei essa postagem. Quisera eu que o mundo fosse habitado por mais malucas belezas como vc. Angela. Beijo.

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    1. Obrigada Jo. Seu comentário faz toda a diferença. Excelente quinta-feira pra você.

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Muito obrigada, de coração, por sua visita. Adoraria se deixasse um comentário.