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Encontrei Santo Expedito pessoalmente

segunda-feira, abril 20, 2015

Como estou em fase de finalização deste Blog, estou escrevendo aos poucos...

Foram muitas histórias que escrevi no meu perfil do facebook, desde que o mesmo foi criado... Comecei a relatar fatos que realmente aconteceram comigo. Então as pessoas começaram a ler, a comentar... A semana que eu não escrevia nada, sempre tinham algumas pessoas que perguntavam: "Nada de histórias esses dias Ângela?" - Uma dessas pessoas é minha amiga Cintia Gomi Bishop. Estudamos juntas no Jardim de Infância e nos reencontramos no facebook. Hoje depois de uma atualização, ela me cobrou essa história do caminhoneiro. Hehehehehe. Deu um trabalho encontrar. Mas consegui.

Eis aí Cíntia:

Essa história aconteceu no dia 31 de Janeiro de 2012. Eu tinha ido passar uns dias na Pousada de uma amiga em Carmo do Rio Claro, Minas Gerais. 

Na volta da minha viagem de Minas, houve um acidente feio em Alteroza e tive que desviar meu caminho em quase 2 horas. Durante essas duas horas eu fiquei rodando em círculos, pois o sinal de GPS não entrava num acordo comigo.

Já era quase meia-noite, eu perdida na estrada, sem sinal de celular (operadora CLARO) ou GPS, entrei em pânico. Bárbara dormia no banco do carona e Ives dormia no banco de trás... Estrada deserta, uma escuridão imensa... Pedi a Deus que olhasse por mim e me mostrasse uma solução. A gasolina estava acabando e meus olhos cansados pelo uso prolongado das lentes. 



Parei numa área de descanso de caminhoneiros e pensei no que fazer... Não havia saída. Ou eu dormiria ali e seguiria viagem no dia seguinte, ou pediria ajuda.


Resolvi pedir ajuda. Uma mãe desesperada é capaz da qualquer coisa.

Então vi uma carreta com uma imagem de Santo Expedito na porta e pensei: "Pelo menos este caminhoneiro tem religião..."
E bati na porta desta carreta. O motorista demorou um pouco e logo abriu a porta bocejando, como quem acabara de ter o sono interrompido. Pedi mil desculpas por tê-lo acordado no meio de seu merecido descanso e expliquei que estava perdida, com duas crianças,  que minha gasolina estava acabando e que precisava de alguém que me desse as coordenadas para chegar até Casa Branca, já que havia um grande acidente na estrada e naquela região meu GPS e meu celular estavam sem sinal.

Ele gentilmente desceu do caminhão e chamou um amigo, depois outro e depois outro. Apavorei. Nessas horas a gente só pensa em coisas ruins... Ainda mais quando vemos reportagens de coisas inimagináveis na TV. O cara sabia que eu estava sem sinal de GPS e celular, desesperada e com duas crianças... 

Pensei comigo: "Esse cara vai me estuprar, e me degolar. Só que antes disso ele vai chamar todos os caminhoneiros para participar do estupro. Depois vai matar meus filhos na minha frente... O que será de mim agora? Não vai dar nem tempo de avisar alguém que vou morrer..."

Pedi para Santo Expedito (Santo das Causas Impossíveis e Urgentes) me proteger. Proteger a mim e aos meus filhos. 

Enquanto chamava os outros amigos caminhoneiros, o motorista  que acordei foi perguntar se alguém tinha gasolina. Um amigo dele arrumou um galãozinho de 5 litros que ele mesmo colocou no meu carro. Do celular dele, que era operadora VIVO, ele ligou para um motel há 60km dali, falou com a recepcionista dizendo que ia chegar uma moça com duas crianças para passar a noite lá, já que estava tarde e era muito perigoso viajar até o meu destino.. A moça disse que tudo bem. 

Então ele escreveu o nome do motel e da recepcionista num pequeno papel e me deu.

Eu agradeci e perguntei quanto eu devia pela gasolina, ele respondeu: NADA! Insisti em pagar e ele não quis receber. Me disse para seguir em frente até o motel, passar a noite lá e me deu as coordenadas para continuar a viagem no dia seguinte. As crianças acordaram falando que estavam com sede e fome. 

Ele foi até à cabine do seu caminhão, pegou um pacote de rosquinhas e ainda me deu um litro de água mineral geladinha:

- Isso deve enganar o estômago das crianças até você chegar ao motel - ele disse.

Eu fiquei muito agradecida. Agradeci muito e perguntei: "Moço, qual o seu nome?" 
Ele respondeu: "José Expedito. Mas me chamam de Zé Dito."



Ok. Minutos atrás eu tinha pedido a Deus e a Santo Expedito que me protegessem. Que ficassem comigo e com meus filhos. Coincidência? Destino? Não sei. 


Só sei que realmente Deus sempre está do meu lado quando mais preciso. E ao Sr. José Expedito, um singelo caminhoneiro que teve seu sono interrompido para ajudar uma desconhecida, sem querer receber o pagamento que lhe era justo, só posso pedir a Deus que ilumine seu caminhão e que ele possa percorrer essas estradas desse Brasil em paz.
Sempre com Santo Expedito guiando suas rodas. 

Obrigada Sr. Zé Dito. Que Deus lhe abençoe sempre. 

Ainda existem pessoas boas neste mundo.


Mas a história ainda não terminou. 

Chegando no motel, a moça já sabia quem eu era. Tinha arrumado tudo. Lençóis limpinhos e cheirosos. Ela havia ligado o aquecedor solar para que tomássemos banho quentinho. Chovia muito neste dia. 

E na mesa do quarto tinha até leite batido com nescau  e pão com manteiga e queijo de Minas pra mim a para as crianças. 

Realmente existem pessoas boas neste mundo. ALGUÉM DUVIDA DISSO?

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